No próximo ano teremos eleições. Fazer uma retrospectiva dos acontecimentos no Brasil ajuda na hora de escolher os candidatos. Abaixo, temos um documentário que mostra um dos efeitos da globalização. Você deve estar se perguntando “o que uma coisa tem a ver com outra?”. A resposta é: se não analisarmos o nosso país como um todo e deixar de lado a nossa história recente, essa situação pode acontecer por aqui. Será de formas diferentes, porém com a mesma crualdade.
Qual o preço de uma boa história? Será que é válido colocar em risco a vida de alguém somente para alavancar sua carreira? No filme “A montanha dos sete abutres” (Ace in the hole) essa reflexão não foi feita por Charlie Tatum.
O então repórter decadente, após perder o emprego por 11 vezes, segue para um pequeno vilarejo no meio dos Estados Unidos para tentar a vida em um jornal local. Tatum pretendia ficar alguns meses, mas quando se deu conta, já havia se passado um ano e ele estava sendo escalado para cobrir um evento local.
Sem opções o repórter seguiu para sua cobertura. No meio do caminho, ao parar em um posto de gasolina, soube de um homem preso em uma caverna quando tentava buscar relíquias de antigas tribos indígenas que viveram na região. Foi aí que Tatum viu a chance que precisava para reerguer sua carreira.
O resgate do homem era simples e duraria no máximo um dia, mas Tatum não poderia perder a sua grande história. Ele começou a controlar tudo, desde a forma com que o resgate seria feito até os depoimentos das autoridades envolvidas no caso. Tudo isso com a intenção de prolongar a história e causar uma comoção nacional.
A situação ficou fora do seu controle. O homem, que poderia ter saído dessa situação com ferimentos leves, acabou morrendo por ficar sete dias na mesma posição e em um local com pouco oxigênio. A história desse filme acontece na vida real quase todos os dias e com personagens e cidades diferentes.
Não é muito difícil perceber onde e como isso acontece. Os fatos mais corriqueiros podem ter suas proporções aumentadas para simplesmente garantir a audiência. Isso é mais freqüente nesses programas “policialescos” que só mostram o “mundo cão” com a desculpa de mostrar a realidade aos cidadãos.
Quanto maior a audiência, maior é o apelo. Essas situações não iriam acontecer se não tivesse aí um interesse – que às vezes chega a ser mórbido – do público. Assim como no filme, todos se permitem obedecer ao repórter e, no momento em que a vítima morre somente ele é o culpado. Mas ninguém leva em consideração que uma história só tem audiência se tiver alguém interessado em ouvir.
Hoje assisti o documentário “Um táxi para a escuridão“. O vídeo expõe o tratamento que os americanos dispensavam aos prisioneiros do Afeganistão, Iraque e Guantanamo.
Realmente o documentário cumpre com a missão de expor os bastidores da “guerra ao terror”. Principalmente quando deixa evidente o despreparo dos norte-americanos ao interrogarem seus prisioneiros.
A falta de orientação para os soldados, a forma humilhante pela qual os prisioneiros eram tratados e a forma com que os Estados Unidos ignoraram convenções internacionais para simplesmente atender os interesses ficaram evidentes no filme.
O documentário serve para refletir um pouco mais sobre a forma com que os Estados Unidos enxergam o mundo. Deixa evidente também o estrago que a interferência americana pode causar em outras culturas. Pensando nisso, por que será que o processo de paz em Israel não progride?
Estava assistindo um desses programas dominicais e foi exibida uma matéria sobre fondue. Até aí ótimo, afinal nesse frio, pode ser um programa legal principalmente para quem quer algo mais íntimo (no bom ou no mau sentido).
Você pode fazer fondue de queijo, de carne (esse confesso que não conhecia) ou de chocolate. Reparem: queijo, carne ou chocolate. Todos são muito calóricos (a reportagem disse que o de chocolate não é tanto quanto os outros, bom né?). Não sou contra os cuidados com a saúde. Só acho que coisas tradicionais não deveriam ser mudadas, pois dessa forma não são as mesmas, são outras coisas.
Substituir a torrada o fondue de queijo por legumes e até os queijos usados por outros mais magros muda tudo. Não tem o mesmo gosto. Tirar a carne vermelha por carne de frango também não dá o mesmo “barato”.
Na minha modesta opinião, quem não comete exageros na hora de se alimentar, pratica exercícios regularmente e leva uma vida saudável não tem que se preocupar em comer os fondues em suas verões tradicionais.
Agora se você não se cuida, trocar o pão do fondue de queijo por uma cenoura ou brócolis não vai adiantar muita coisa. É como falar que a azeitona do empadão de frango que você comeu é o culpado por sua obesidade. Nesse caso, você não deveria pensar em trocar ingredientes do seu fondue e sim, começar a se preocupar com sua saúde.
Achei esse comentário feito pelo Fernando Beleze muito pertinente, tanto que resolvi postá-lo:
“Recebi um e-mail hoje com uma verdadeira frase: ‘200 pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já quer usar máscara. 1 milhão de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo.’
Vai entender!”