Depois de um sábado em um parque de diversões e de sessões de filmes e seriados, meu domingo começou as 13h da tarde. Ótimo horário para se fazer uma faxina no quarto, lavar aquele tênis que foi pisoteado no dia anterior, colocar no sol aquela mochila velha de guerra.
Podem me falar que isso é “programa de índio” – se bem que a vida de um índio deve ser mais animada e rica, culturalmente falando, do que a minha. Tem diversão melhor para um perfeccionista do que colocar a casa em ordem, e de acordo com sua opinião? Tem. Lógico que tem. Arrumei tudo e fui pra missa.
Cheguei na igreja, junto com uma amiga. As leituras e o evangelho remetiam a humildade. O padre foi fazendo a homilia com um tom de sarcasmo. O objetivo dele era mostrar algumas atitudes que fazemos em nosso convívio de forma engraçada e ao mesmo tempo coercitiva. Deu certo. Ou você ria, ou você se identificava com o assunto. Eu fiz as duas coisas.
Eu gosto de coisas desse tipo. Desde ir a um parque de diversão até a missa tradicional de domingo. Não acho chato. Nos dias atuas precisamos de cuidar da nossa mente com distrações – cada um com aquilo que gosta – sem deixar de lado o nosso espírito. Independente da crença.
Aí você me pergunta: “por que a semana promete?”. Porque hoje é domingo. O Fantástico já tocou sua vinheta na televisão. Isso lembra que amanha é segunda-feira. É só o começo.